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    Realidade construída

    Em março de 2014, os brasileiros terão a chance de ver nove esculturas do artista Ron Mueck no MAM do Rio de Janeiro. Quem estiver agora em Buenos Aires pode antecipar esse gostinho: a mostra já chegou à Fundação Proa, a primeira instituição latino-americana a expôr o trabalho desse australiano filho de alemães e radicado em Londres.

    Mueck produz pouco, não mais que duas esculturas por ano, tamanha a complexidade de suas criaturas hiperrealistas. Notam-se as rugas, os desordenados fios de cabelo, as unhas por cortar.

    Toda essa perfeição poderia fazer uma escultura acabar confundida com um ser humano, não fosse pelas dimensões: é também do tamanho, agigantado ou apequenado, que o artista extrai uma boa dose de estranhamento.

    Mueck estreou em 1997 com uma reprodução de seu pai morto, feita como todas as suas figuras, com uma mistura de silicone, poliéster, fibra de vidro e resina.

    O olhar de suas criaturas, tão diferentes entre si, é uma das marcas que não mudam em seu trabalho: a expressão é sempre melancólica. É pelos olhos que essas esculturas, que só faltam falar, falam.

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