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Viagem no tempo

O lugar é cheio de história: foi construído por Albert Speer, o arquiteto oficial do nazismo, quando Hitler ainda acalentava seus sonhos de dominar o mundo. Terminada a Guerra, virou armazém de frutas vindas de Cuba, em 1950. Em 1990 se transformou em espaço famoso por festas embaladas pela batida techno. E agora o arquiteto Fabio Morozini, que esteve lá recentemente, conta em que se transformou esse antigo bunker.

 

 “ Estive há poucos dias em Berlim, Alemanha, e uma das coisas que mais me impressionaram na cidade foi o contraste entre o novo e o antigo, o uso inusitado de alguns lugares e áreas abertas e a reutilização de espaços – um deles, dos mais impressionantes que vi na vida, foi um bunker original da Segunda Guerra Mundial transformado em uma residência e sua coleção de arte, que é aberta ao público.

 Estou falando de Sammlung Boros ou Boros Collection, do mecenas e empreendedor Christian Boros. Começando pela parte externa, uma pequena campainha – um botão apenas – dá acesso a uma maravilha de arte, de arquitetura, de reutilização de espaço. O bunker, antes de ser comprado (sim, foi comprado da prefeitura pelo milionário industrial Boros) num dos pontos mais nobres de Berlim.

O prédio havia sido construído para abrigar 3.000 pessoas em ataques aéreos. Depois deu lugar a um mercado de frutas e legumes e abrigou ainda uma das discos mais famosas da Europa.

 Ao chegar às mãos de Boros, passou por uma reforma de mais de três anos – foi quando a construção se transformou em museu de arte contemporânea e recebeu o acréscimo de uma cobertura, onde ele vive com a mulher, Karen. Essa área é fechada ao público, mas pode ser vista por imagens na web.

 A exposição atual conta, desde 2012, com peças instigantes, como uma árvore pendurada de cabeça para baixo rodando, uma máquina de pipocas que produz grãos constantemente, desde a abertura desta série (o acervo é inteiramente substituído a cada dois ou três anos )

Meu artista preferido dentro da coleção é Danh Vo, com suas réplicas em tamanho natural (e em pedaços) da estátua da liberdade, feita de cobre.  Quando tiver conseguido dinheiro suficiente para terminar todas as partes da estátua, ela será doada à China e montada em local especial por lá — palavras ditas pela simpática guia da galeria.

 A experiência é única, você vai se sentir em outro local no espaço, no mundo, com outra temperatura, com o ar pesado, sem celular (não há sinal por causa da espessura das paredes). Não deixe de conhecer, mas lembre-se de agendar sua visita. Você só entra com hora marcada.”

 

 

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